Ari Vatanen

Ari Vatanen

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Ari Pieti Uolevi Vatanen  nascido a 27 de abril de 1952, na Finlândia, começou a competir nos ralis em 1970, estreando-se no WRC em 1974, e dois anos depois vence o Campeonato Britânico de Ralis, feito que volta a repetir em 1978, ao volante de um Ford Escort RS 1800, e navegado por Peter Bryant e David Richards, respetivamente.

Em 1980 consegue a sua primeira vitória no WRC, ao volante do RS 1800, durante o Rali da Grécia, e no ano seguinte torna-se Campeão do Mundo de Ralis, mantendo-se na Ford por mais um ano, mas no final de 1982 ruma à Opel, para conduzir um Ascona, mas os Grupo 4 estavam «condenados» e Vatanen consegue apenas uma vitória no Rali Safari, no Quénia, em 1983.

Já em 1984, o piloto finlandês recebe um convite de Jean Todt para conduzir o potente Peugeot 205 Turbo 16, conseguindo desde o Rali da Finlândia de 1984 até ao Rali da Suécia do ano seguinte, um total de 5 vitórias em provas do WRC.

Depois de ter partido para 1985 como grande favorito, e de ter vencido em Monte Carlo e na Suécia, Vatanen sofreu um trágico acidente no Rali da Argentina, que o deixou às portas da morte. Logo no segundo troço da prova, passou a mais de 200 km/h sobre um ressalto e não conseguiu “segurar” o carro que capotou várias vezes, “cuspindo” o piloto, gravemente ferido. Só ao fim de 10 dias ficou livre de perigo, dando início a uma longa caminhada até à recuperação que se prolongou por mais um ano e meio.

Recuperado, regressou à competição no início de 1987, para disputar o Rali Paris-Dakar ao volante de um Peugeot 205 T16, conseguindo ganhar com a Peugeot logo na sua estreia, mas também em 1989 e 1990 e com a Citroen em 1991.

Ao longo dos anos foi participando esporadicamente no WRC, pela Mitsubishi em 1989 e 1990, onde conseguiu um segundo lugar no Rali dos 1000 Lagos de 1990 ao volante de um Mitsubishi Galant VR-4. Em 1992 e 1993 correu pela Subaru em 11 provas do WRC alcançando 3 segundos lugares. Conduziu ainda um Ford Escort WRC conseguindo um notável pódio no Rali da Argentina de 1994 e no Rali Safari de 1998.

A sua fome de ralis continuou e fez o Rali Dakar em 2003 pela Nissan terminando em sétimo lugar, tendo nesse mesmo ano entrado no Rali da Finlândia com um Peugeot 206 WRC da Bozian Racing, atingindo assim cem participações em provas do Mundial. Nesta altura, desempenhava já as funções de deputado ao Parlamento Europeu, para as quais foi eleito em 1999.

Em Portugal, venceu o Rali da Madeira de 1978, mas apenas conseguiu terminar um Rali de Portugal, em 1998, no quinto lugar, com um Escort WRC.

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