Dezembro 14, 2017
Geral

1 em cada 4 jovens na Europa já tiraram uma “selfie” durante a condução

Desde a selecção de futebol alemã campeã do mundo, a Barack Obama, Papa, e à maioria das pessoas, parece que foram todos apanhados pela crescente tendência “selfie” – auto-retratos fotografados pelos ’smartphones’.

Um estudo efectuado em toda a Europa a 7.000 jovens utilizadores de ‘smartphones’ entre os 18 e os 24 anos, revelou que uma em cada quatro pessoas já tiraram uma “selfie” a conduzir – uma conduta muito perigosa – e quase metade dos jovens condutores admitiram ter utilizado o seu ‘smartphone’ para tirar uma fotografia ao volante, sendo que os condutores do sexo masculino são os que mais ignoraram esses riscos. Quase todos os jovens inquiridos concordaram que esse comportamento é perigoso.

“Tirar uma “selfie” com o ‘smartphone’ tornou-se para a maioria dos jovens algo que faz parte do seu quotidiano – mas é a última coisa que deveríamos fazer atrás de um volante. É preocupante que tantos jovens condutores tenham admitido tirar fotos enquanto conduzem, pelo que nós iremos fazer tudo o que pudermos para os alertar dos perigos, através do nosso programa de educação na condução”, de acordo com Jim Graham, responsável pelo “Ford Driving Skills for Life”, um programa de formação criado há 10 anos atrás e já treinou mais de 100 000 jovens condutores em todo o mundo. Até agora na Europa este programa foi levado a efeito na Bélgica, França, Alemanha, Itália, Roménia, Espanha e no Reino Unido.

No futuro, integrado no plano de treino, os participantes irão tirar uma “selfie” enquanto realizam manobras a baixa velocidade, em recintos fechados, juntamente com um instrutor.

Sob orientação especializada, irão ser ensinadas técnicas para identificar perigos, conduzir com velocidade razoável e obter noções de espaço.

“Os alunos poderão ficar indiferentes no início, mas ao tomarem consciência que derrubam os cones enquanto tiram uma “selfie”, fará com que entendam claramente a mensagem que pretendemos transmitir”, acrescentou Graham. “As consequências de tirar uma “selfie” ao volante são muito graves, por isso é crucial que a mensagem chegue aos jovens condutores da forma mais eficaz possível.”

Já se registou este ano uma série de acidentes de automóvel, dos quais resultaram feridos e até mesmo mortes, provocados pela distracção do condutor escassos momentos antes de tirar uma “selfie”. A publicação em redes sociais de “selfies” tiradas durante a condução deu origem à criação de ‘hashtags’ que chamam a atenção para publicações, tais como #drivingselfie.

De acordo com o estudo, os condutores britânicos são os que mais propensão têm a tirar uma “selfie” quando estão em movimento (33%), à frente dos alemães (28%), franceses (28%), romenos (27%), italianos (26%), espanhóis (18%) e belgas (17%).

Os condutores alemães são os que preferem usar as redes sociais ou navegar em websites (35%), seguidos pelos do Reino Unido (32%), Bélgica (26%), Roménia (25%), França (23%), Itália (21%) e Espanha (8%).

Quase todos os condutores romenos admitiram ter tirado uma foto ao volante (97%), seguidos pelos alemães (55%), ingleses (43%), belgas (41%), franceses (41%), italianos (40%) e espanhóis (32%).
Tirar uma “selfie” ao volante pode distrair o condutor durante 14 segundos, navegar nas redes sociais pode distrair 20 segundos – tempo suficiente para que um automóvel que se desloque a 100 km/h percorra uma distância equivalente a cinco campos de futebol.

De acordo com uma pesquisa realizada na América do Norte, pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), arranjar o cabelo usando o espelho retrovisor pode distrair durante 4 segundos e efectuar uma chamada telefónica utilizando as mãos pode distrair sete segundos.

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